terça-feira, 20 de março de 2012

Conheça o Snapbook!

Segundo Jenkins (2009), a cultura da convergência é onde as velhas e as novas mídias colidem, onde mídia corporativa e mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis. E ainda que, a convergência incentiva a participação e a inteligência coletiva.
Podemos citar Snapbook como um exemplo do que é convergência a partir do que foi dito por Jenkins. Para ser melhor entendida a relação entre o Snapbook e a Cultura da Convergência, abaixo há informações cedidas por um dos criadores, Max Rocha, e ainda um vídeo/apresentação do Snapbook.

Equipe Snapbook.


Surgimento do Snapbook

O Snapbook surgiu de um evento que acontece no mundo todo simultaneamente, chamado Global Service Jam. Esse evento reúne gente ao redor do globo com o intuito de criar serviços que modifiquem nossa maneira de interagir com o mundo. Apesar de ser um evento de service design, o evento não é restrito à designers, ou seja, qualquer pessoa interessada em contribuir com sua criatividade está convidada a participar. Acontece duas vezes por ano; um com tema “aberto” (eles dão um tema, mas podem ser criados serviços de qualquer tipo) e outro com o tema “sustentabilidade” (somente serviços que melhorem as questões relacionadas à isso podem ser tratadas). Uma lista completa dos serviços criados, em todo o mundo, durante o evento desse ano pode ser vista no site, organizados por país e cidades.
Snapbook surgiu, portanto, durante a edição 2012 do evento em Londres, de 24 a 26 de fevereiro. Na sexta-feira, portanto, eu fui incluído numa equipe com mais sete estranhos, com os quais trabalhei durante todo o fim de semana para no domingo, finalmente, apresentar para os outros grupos, mentores e juízes o Snapbook, que para alguns é fruto de loucura. Em pouco menos de 48 horas todo esse conceito surgiu e fomos um dos dois grupos contemplados com um prêmio no valor de 2500£ em publicidade, hospedagem de site, impressão de material, créditos telefônicos, enfim, recursos para testar o serviço e, quem sabe, colocá-lo em prática.
Planejamento, sempre necessário.
Atualmente, estamos trabalhando em conjunto com uma organização chamada Make Sense, eles se auto denominam um movimento global de pessoas apaixonadas por social business, cada vez mais em voga. Eles dão consultoria para a gente, no sentido de colocar-nos em contato com possíveis investidores para o projeto.

O Snapbook e a Convergência Midiática

Snapbook é uma rede social baseada em crowdsourcing, que te permite descobrir histórias interessantes de outras pessoas, desconhecidas ou não. Os usuários tem de estar registrados para poder usar um aplicativo para smartphones, podendo adicionar material escrito ou desenhado em um dos livro, espalhados em pontos pela cidade (parceiros do serviço). Pelo aplicativo as pessoas podem adicionar outras como amigos e classificar o material alheio, sistema curtir/não curtir. Ademais, os usuários melhores classificados em determinadas categorias ganham badges (similar ao que faz o foursquare e o getglue), que estão relacionadas a um sistema de recompensas, como café de graça.
Usuários podem procurar por um Snapbook usando diferentes critérios. Localidade, classificação, tema ou aleatório, são alguns dos métodos. Cada usuário tem sua própria página no serviço, é onde são mostradas as badges ganhas e é também como você acompanha atividades dos amigos de sua rede. Códigos do tipo QR serão impressos em cada página, tornando-as únicas, auxiliando o reconhecimento pelo sistema e, portanto, alimentanto uma base de dados. Nós concluímos que: Snapbook é o único serviço que te permite compartilhar conteúdo analógico pela internet.
Snapbook busca utilizar-se de tecnologias, tradicionalmente conhecidas como responsáveis pelo aumento da individualização da sociedade (internet e smartphones) e convertê-las em alavanca de um processo de compartilhamento físico, offline.
O serviço pretende, portanto, reunir diversos suportes digitais e aparatos virtuais como facilitadores da interação física. Vemos hoje uma diversidade de serviços que tentam imitar o mundo tangível, a experiência do toque. Por exemplo, o iBooks para iPad, onde o folhear de páginas imita a realidade física em um suporte digital.

Questão Norteadora

Nesse sentido já tivemos algumas ideias e concluímos que uma boa maneira seria incluir um aspecto de doação para obras sociais relacionadas à educação. Funcionaria da seguinte forma: após um determinado período, teríamos alguns livros preenchidos com histórias, algumas possivelmente dignas de publicação. Publicaríamos o material com a parceria de alguma editora e o dinheiro dos direitos autorais reverteria para algum fundo de apoio à educação. Ao escrever em um Snapbook, você não só está oferecendo divertimento/informação a quem vier a ler, mas também a possibilidade de um futuro melhor para crianças da sua localidade.


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