SATAELLA, Lucia. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? 3. ed. São Paulo: Paulus, 2008.
O livro estuda todas as variações das artes, em todos os momentos de sua presente (e contínua) evolução.
3. Objetivo
Santaella pretende apresentar ao leitor, todos os fatores e acontecimentos que levaram a convergência entre a arte e a comunicação.
• “Por volta do século XVII, o sistema das artes foi esquematizado em cinco belas artes: pintura, escultura, arquitetura, poesia e música. O adjetivo “belas” (em inglês fine) implicava, além da beleza, a habilidade, a superioridade, a elegância, a perfeição e a ausência de finalidades práticas ou utilitárias, em contraste com o artesanato mecânico e aplicado.” p. 5.
• “[...] “meios de massa” e “cultura da massa” [...] Trata-se de produtos massivos porque são produzidos por culturais relativamente pequenos e especializados, e são distribuídos a uma massa de consumidores. [...] Os produtos culturais gerados por esse sistema são baratos, seriados, amplamente disponíveis e passíveis de uma distribuição rápida.” p. 6.
• “[...] Convergir não significa identificar-se. Significa isto sim, tomar rumos que, não obstante as diferenças, dirijam-se para a ocupação de territórios comuns, nos quais as diferenças se roçam sem perder seus contornos próprios.” p. 7.
• “O adjetivo “interativo” surgiu como o termo mais inclusivo para descrever o tipo de arte digital, a ciberarte, na qual a rapidez de transformação da tecnologia tem expandido notavelmente o campo de atuação do artista.” p. 63.
5. Principais conclusões
• “[...] tanto do ponto de vista histórico, quanto do ponto de vista sincrônico, as convergências entre as comunicações e as artes constituem uma questão que, além de inegável, é multifacetada.” p. 17.
• “[...] os valores artesanais da era pré-industrial continuam a ser cultivados. Esses valores estão evidentes principalmente na pintura, cujo trabalho manual habilidoso resulta em produtos únicos e valiosos. [...] Não há prova maior de que não há identidade entre a arte e a cultura de massas do que uma reprodução de um quadro de Van Gogh custar uns poucos dólares e o original dezenas de milhões.” p. 31.
• “[...] Um novo campo de atividade crítica precisa ser aberto: um campo que transcenda as preocupações previamente separadas dos historiadores e teóricos do cinema, fotografia, televisão, vídeo, imagens e sons gerados computacionalmente. Uma nova estética precisa emergir: uma estética que transponha sem temor as fronteiras que a tradição interpôs entre os caminhos da ciência e da arte.” p. 68.
6. Comentário pessoal
Neste Livro, Santaella narra os acontecimentos mais importantes em torno das artes e das comunicações, desde o seu surgimento, até a era atual. Dando destaque ao último século e meio, quando “o campo das comunicações passou a ocupar lugar cada vez mais dilatado nas culturas das indústrias e pós-indústrias.”
Mesmo sendo apenas uma parte diminuta do extenso estudo da autora a cerca do tema, temos em mãos um livro que não pode ser subestimado pelo seu tamanho e espessura. Chego a classificá-lo como um guia de bolso, repleto de informações necessárias, tonando-se assim, indispensável para estudiosos de ambas as áreas.
7. Palavras-chave
Convergência, Artes, Comunicações, Cultura.

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